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Recife é, sem dúvida alguma, um dos mais belos e completos "points" de mergulho do Brasil.

Com suas águas limpas, cristalinas, quentes e repletas de vida, possui uma infinidade de espécies marinhas animais e vegetais.

Batizada como "Capital dos Naufrágios do Brasil" podemos encontrar mais de 100 naufrágios na área (15 prontos para operação de mergulho) formando um magnífico conglomerado de recifes naturais e artificiais.

Toda nossa operação de mergulho possibilita um contato pleno com tartarugas, arraias, moréias, grandes meros, tubarões e uma imensa variedade de peixes e corais.

Além, do maravilhoso jardim submarino Recife, a histórica cidade que carinhosamente nos abriga, possui uma vasta estrutura turística para receber os milhares de turistas que anualmente a visitam.

Uma grande variedade de eventos, festas e atividades ocorrem durante todo o ano.

Vale a pena conferir a programação e aproveitar os encantos desta acolhedora cidade, após um sensacional mergulho.
Recife, capital dos naufrágios
 
Carnaval de rua em Olinda
 
Gastromomia diversificada

 

Um pouco de nosso Estado:
Pernambuco, terra de embolada, maracatu, caranguejo, mangaba e mangue-beat, orgulho da cultura regional. Terra de carnaval – com a mistura de ritmos – frevo, caboclinhos, samba, afoxê e axé-music. Mestres da arte popular são parte integrante desse Estado de personalidades, como: Ariano Suassuna, Alceu Valença, Chico Science, Cícero Dias, Abelardo da Hora, Mestre Vitalino, entre muitos outros.
De dia, a praia, as compras nos shoppings centers, galerias de arte e artesanato; o passeio a pé pelas velhas ruas do Recife e de Olinda. A noite chega trazendo novas e sensacionais descobertas. É hora de curtir os pólos de animação da Região Metropolitana do Recife, palcos de grandes shows e bares, importante centro gastronômico de frutos do mar e pratos regionais.
A beleza da capital
O ponto de partida para mergulhar nas praias, na cultura e na história de Pernambuco deve ser a capital, Recife. Toda cortada por rios, a “veneza brasileira” mescla passado e presente, modernidade e tradição. Sobrados e oficinas de arte dividem espaço com prédios luxuosos. Restaurantes sofisticados competem com biroscas de rico e saboroso cardápio. Fica difícil decidir qual o melhor.
A cidade das águas e dos arrecifes possui infra-estrutura internacional e excelentes opções em serviços turísticos. Recife tem pontes cruzando canais e seus três principais rios – Capibaribe, Beberibe, e Jordão – espelham em sua águas a história em casarões, museus, igrejas, conventos, mosteiros e fortes. Assim não é de se admirar que os recifenses tenham construído, em 1643, a primeira ponte da América Latina. (Ponte Maurício de Nassau). As margens do rio Capibaribe destaca-se mais um cartão postal da cidade: o conjunto arquitetônico da Rua da Aurora, reunindo casarões dos século XIX. Há muitos outros monumentos históricos espalhados pela cidade, o que faz qualquer turista ficar maravilhado com seus passeios por ruas antigas, estreitas, e cheias de história e romantismo.
Christiane Souto
A cada passo, uma nova descoberta. Em cada esquina, um pouco de história. O passeio leva ao centro da cidade e leva o visitante ao Pátio de São Pedro – localizado atrás de um paredão de prédios modernos . O local é um reduto de sobrados, oficinas de arte, lojas artesanato e bares que servem comidas e bebidas regionais.
Depois é hora de continuar descobrindo os encantos do Recife Histórico. O casario da Rua da Aurora refletido nas águas do Capibaribe, os sobrados do Recife Antigo e outras imagens vão surgindo . É hora também, de visitar igrejas e fortes seculares. A Capela Dourada, a Igreja da Madre de Deus e o Forte das Cinco Pontas são alguns exemplos, além da velha penitenciária, transformada num centro de cultura popular (Casa da Cultura), onde se comercializa todo o tipo de artesanato.
Bairro do Recife
A capital pernambucana está em constante efervescência, assim como o ritmo que a consagrou – o frevo, capitaneada pela revitalização do Bairro do Recife, área onde teve início a formação da cidade. Uma das maiores realizações do prefeito do Recife, Jarbas Vasconcelos, atual Governador de Pernambuco, foi a revitalização do Recife Antigo. Com apoio da iniciativa privada os casarões do século passado foram restaurados, assim como o calçamento a iluminação e o ajardinamento foram recuperados respeitando a arquitetura e a tradição do Bairro. O local foi tombado, e elevado a condição de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, para nascer com um novo conceito em matéria de serviços, comércio, e lazer, abrigando em casarões centenários um complexo de bares, boates, galerias e casas de show. O bairro foi refúgio dos primeiros judeus a chegarem à América e o maior centro econômico de Pernambuco até o início do século. De portas abertas todos os dias da semana, com muitos restaurantes abrindo para almoço, o Recife Antigo é o point da juventude nas sextas e sábados à noite e uma ótima pedida de happy-hour para executivos do centro do Recife. O bairro também oferece aos visitantes a oportunidade de ter uma bela visão das pontes que cruzam o Capibaribe, por onde são realizados passeios de catamarã à noite ou de dia, saindo do Marco Zero. Christiane Souto
No eixo Recife- Olinda está o Centro de Convenções, um dos mais modernos e eficientes do País, com 64 mil metros quadrados de área construída, quatro teatros e vários auditórios, pavilhão de feira, sistema de som, com cabinas para tradução simultânea em eventos internacionais, lojas, cinemas, restaurantes, agências bancárias, de viagem e de correios.
Olinda- reduto dos artistas pernambucanos
Não há nada que traduza mais o espírito olindense que o subir e descer das ladeiras da Cidade Alta. Caminhando por suas ruas estreitas, os visitantes conhecem as tradicionais igrejas e o casario antigo que caracteriza a cidade. Em Olinda funcionou a primeira Escola de Direito do Brasil, vários mosteiros, conventos e colégios. Distante seis quilômetros do Recife, Olinda é residência de inúmeros artistas plásticos, os verdadeiros construtores da Olinda de hoje, considerada pela Unesco Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade. Entre os artistas que escolheram a cidade para se fixar estão os músicos, que transformam Olinda em festa durante o Carnaval, quando a Cidade já tomada pelos intelectuais, historiadores e pintores, passa também a ser a Olinda dos palhaços, pierrôs e mascarados.
Flávio Costa
Centro de Convenções
O Centro de Convenções de Pernambuco é um dos mais completos do país. Fica entre o Recife e Olinda, próximo de tudo, com fácil acesso aos principais centros comerciais e de lazer. O teatro Guararapes por exemplo, tem 2.405 lugares e, com os demais teatros, auditórios e salas de reunião, o Centro de Convenções comporta .000 pessoas sentadas. O pavilhão de exposições e feiras tem uma área de 18 mil metros quadrados parte significativa da área total de 25 mil metros quadrados. Além da estrutura física, o Centro de Convenções está equipado com o que há de mais moderno em infra-estrutura para a realização de congressos, palestras, espetáculos e todo tipo de encontro. Seu estacionamento é capaz de receber mais de 1.200 veículos. O bom é que tudo isso está próximo do melhor que Pernambuco pode oferecer vida noturna agitada, praias paradisíacas próximas da capital, praias urbanas com a maior infra-estrutura hoteleira da região, o terceiro pólo médico e também o terceiro gastronômico do Brasil, importante patrimônio histórico e um dos mais animados calendários de eventos do país.
Pernambuco tem história
A história diz que, em 1515, já existia povoamento em Pernambuco. Onze anos depois, Portugal recebia o açúcar aqui produzido. Nesta época o nosso litoral era visitado por expedições espanholas e os portugueses já estavam aclimatados, assimilando até os costumes indígenas. Pernambuco possui uma das mais ricas histórias do Brasil.
Os pernambucanos foram pioneiros nas idéias nativistas durante a expulsão dos holandeses, nas idéias libertárias do Movimento Republicano de 1817, na Confederação do Equador e tantas revoluções que a história registra. O avanço seguiu também nas letras, artes e pesquisas científicas.
Pernambuco é uma palavra indígena que significa buraco do mar, mas os portugueses resolveram chamar Pernambuco. Este lugar foi doado pelo rei D. João III, em 1534, a Duarte Coelho, durante as capitanias hereditárias. Duarte Coelho ficou de início em Itamaracá, indo depois para Igarassu, fundando a Vila dos Santos Cosme e Damião, onde ainda existe a igreja mais antiga do Brasil. Foi para junto dos índios Caetés e fundou Olinda, em 1536. Olinda foi capital de Pernambuco por três séculos. Recife servia de porto.
Durante mais de 10 anos Duarte Coelho controlou as áreas de Igarassu e Olinda, criando os primeiros engenhos e desenvolvendo a cultura da cana-de-açúcar. O número de engenhos aumentava dando impulso surpreendente ao local. Tanto que, em 1554, chamou atenção de franceses e holandeses. Em 1630 os holandeses desembarcaram na praia de Pau Amarelo. O príncipe Maurício de Nassau chegou aqui com a visão muito maior de estadista do que de comerciante, interessado na ciência e nas artes. Nassau reconstruiu Olinda, que fora incendiada pelos holandeses, desenvolveu obras urbanísticas no Recife: os Palácios Friburgo e Boa Vista, abriu ruas, canais, o primeiro jardim botânico da América Latina e o Forte das Cinco Pontas.
A Companhia das Índias passou a exigir de Nassau, em 1640 a cobrança das dívidas e impostos dos luso-brasileiros. Ele não deu ouvidos e foi obrigado a deixar o Brasil. Resultado: em 1645 houve a Insurreição Pernambucana – movimento coletivo de rebeldia contra os holandeses. Pernambuco, aliás, foi
decisivo para expulsa, definitivamente, os holandeses do Brasil, especialmente nas Batalhas dos Guararapes, em 1648 e 1649. No palco das lutas, no município de Jaboatão dos Guararapes, existe hoje o Parque Histórico Nacional dos Guararapes.
Os muitos mares de Pernambuco
Pernambuco é o lugar de muitos mares. Tem opções para todos os gostos. Das praias mais badaladas às semi-selvagens, o que não falta são recantos de águas mornas, piscinas naturais e coqueiros. E tudo isso temperado com um sol que brilha o ano inteiro. Juntos, os litorais Norte e Sul representam 180 quilômetros de praias, com temperatura média de 26 graus.
Que beleza de litoral!
Com diversas praias, o litoral Sul consegue atrair os visitantes pela diversidade de aspectos, a começar pela praia de Boa Viagem, no Recife.
Boa Viagem oferece várias opções para o lazer do turista e do próprio pernambucano. Uma praia conhecida internacionalmente, que tem rara beleza onde o verão é a estação permanente, com suas piscinas naturais de águas mornas, areia fina e branquinha, coqueiros e jangadas. Boa Viagem oferece uma multiplicidade de aspectos para o lazer , aliada ao conforto e comodidade que o bairro do mesmo nome tem, garantindo uma excelente e moderna infra-estrutura urbana. Merecem destaque ainda, os hotéis de uma a cinco estrelas de Boa Viagem, inclusive as pousadas de boa qualidade, que abrigam turistas nacionais e internacionais.
Divulgação
À noite, o turista pode conhecer a vida noturna de Boa Viagem, nos inúmeros bares, restaurantes e boates, além da feirinha típica, que acontece todos os domingos, na Praça de Boa Viagem. Mais adiante pode-se curtir as praias de Piedade, Candeias e Barra de Jangada, todas do município de Jaboatão dos Guararapes. Nestas praias o turista delicia-se com uma cervejinha gelada, ou uma água de coco, nos bares e restaurantes que ficam à beira-mar. Em Piedade, também à beira-mar, encontra-se a Igrejinha de Nossa Senhora de Piedade, um dos cartões postais do local.
Em Candeias existem alguns bares onde o visitante pode alugar um ultraleve e sobrevoar as três praias. Em Barra de Jangada o ambiente é pacato e menos visitado por apresentar uma área de estuário. O local é semi-deserto, um verdadeiro reduto de surfistas. Seu acesso se dá pela PE-60.
Outra praia preferida pelos surfistas é Itapuama, com 1,5 quilômetro de extensão, coqueiros, vegetação rasteira e alguns trechos de pequenas barreiras. Ainda no município do Cabo está a praia de Gaibu, também incluída na rota dos surfistas. No início dos anos 70, abrigou “hippies” dos diversos cantos do País. E, até hoje, o local mantém o paradisíaco clima de liberdade. As águas mornas e cristalinas de Gaibu são um irresistível convite para um bom mergulho.
Caminhando os 3,5 quilômetros de Gaibu, acompanhando pela beleza e a brisa do mar, chega-se à maravilhosa, encantadora e bela praia de Calhetas. Trata-se de uma pequena baía, quase deserta, de um quilômetro de extensão. O mar de Calhetas com suas águas verde-azuladas e temperatura média de 28 graus, transparentes a mais de um metro de profundidade, possui ondas fracas.
A exuberante paisagem da praia tem como forma mais marcante a presença de rochas que vêem do continente em direção ao mar, com pequenos arbustos, choupanas de pescadores e alguns bares, onde o visitante pode saborear (ao som do reggae) uma agulha frita e outros pratos feitos à base de frutos do mar, acompanhados de uma cervejinha, ou uma batida de frutas típicas da região. Calhetas é um refúgio de algumas pessoas que buscam uma sociedade alternativa.
Serrambi possui ondas perfeitas para manobras radicais dos surfistas. A praia tem cinco quilômetros e, na beira-mar, fica uma faixa de areia com largura de 15 metros. No trajeto à Serrambi é interessante visitar a Igreja de Nossa Senhora da Conceição do Outeiro e do Mirante do Outeiro. E, ainda fazer excursão a ilhas vizinhas, como a de santo Aleixo.
A Praia de Porto de Galinhas, o mais importante pólo turístico do Litoral Sul, com a maré alta, é perfeita para a prática de surf, com maré baixa, propicia delicioso passeio de barco, jangada e bugre. Porto tem eficiente infra-estrutura de serviços turísticos. O roteiro é enriquecido com visitas a ruínas de velhos conventos e fortalezas históricas. A beleza continua seguindo para a praia de Tamandaré, no município de Tamandaré, a 101 quilômetros do Recife.
Hans Karl Manteuffel
A beleza continua seguindo para a praia de Tamandaré, no município de Rio Formoso, a 101 quilômetros do Recife. O distrito tem sete praias. Mas antes de chegar o visitante pode se encantar com Reserva Ecológica de Saltinho. A Reserva é protegida pelo Ibama, que estipula normas para visitação a fim de manter o equilíbrio do ecossistema.
Tamandaré tem clima de tranqüilidade, ideal para um bom descanso. À beira-mar encontra-se a igreja de São José e vários restaurantes, que servem um ótimo peixe frito e outros petiscos do mar. A paisagem é composta de um pequeno coqueiral e construção de veraneios residenciais. Lá existem boas pousadas. Suas águas são ótimas para um bom e agradável passeio de barco.
Todas essas praias fazem parte do encanto, da graça e da magia do Litoral Sul pernambucano. Um cenário perfeito de paraíso.
A Magia do Litoral Norte
Na Região metropolitana do Recife, logo após a cidade de Olinda, o conjunto de praias de Maria Farinha, Nova Cruz , as ilhas da Coroa do Avião e Itamaracá representam o maior centro de esportes náuticos e lazer do Nordeste.
As opções são muitas e pode ter início com um passeio de barco ou catamarã pelos manguezais indo até a Coroa do Avião para uma volta de ultraleve depois circular à Ilha de Itamaracá com uma parada na cidade de Itapissuma onde se pode provar ostras e mariscos deliciosos.
Outra sugestão para conhecer o litoral Norte é ir por via rodoviária com visita as cidades históricas de Igarassu (velhos conventos, casarios antigos) a primeira igreja erguida no Brasil – Santos Cosme e Damião. Importante é não deixar de ver ainda a pinacoteca do Convento de Santo Antônio, museus, velhos engenhos e a Vila Velha - sede da capitania de Itamaracá, Centro de Preservação do Peixe-boi e iniciar um passeio náutico no
cais de Itapissuma. Durante todo o percurso, a paisagem é belíssima e o passeio é enriquecido por várias opções gastronômicas à base de frutos do mar.
A Ilha de Itamaracá, a 50 minutos do Recife possui 16 quilômetros de praias belíssimas e um rico patrimônio histórico e cultural. Na Ilha, os invasores holandeses ergueram o Forte Orange, em 1631. Décadas mais tarde, a fortificação foi reconstruída pelos colonizadores portugueses e agora se constitui num, dos cartões postais de Itamaracá, com seus canhões seculares apontandos para o mar.
Outra praia de encanto sem igual é a de Maria Farinha, em paulista. Ali está um dos novos pólos turísticos do Estado, com seus imensos e intocados manguezais e canais de água doce, através dos quais se chega ao mar aberto.
Coroa do Avião é uma ilhota irregular que emerge na maré baixa – é também um dos pontos mais procurados pelos turistas. O local é ideal para a prática de esportes náuticos, como o jet-ski e o windsurf. Barracas de comidas típicas, bebidas e frutos do mar atraem grande número de banhistas.
Os passeios de ultraleve sobrevoando o Pontal de Maria Farinha, o Forte Orange e a Coroa do Avião representam mais uma opção de lazer para os visitantes. Seguindo em frente pelo Litoral Norte, encontra-se a Praia de Catuama, na cidade de Goiana. Catuama é feita de sol, areia branca e praias semi-desertas e de águas calmas. O turista pode degustar lagostas, caranguejos, sururu, agulha frita e outros petiscos da gastronomia local. Também em Goiana fica a Praia de Ponta de Pedras, com extensos coqueirais, piscinas naturais, palhoças de pescadores e restaurantes típicos.
Flávio Costa
Outra opção de lazer do Litoral Norte é o Veneza Water Park, o maior parque aquático da América Latina. Um complexo de diversões aquáticas, bares e restaurantes que ocupa 90 mil metros quadrados, da Praia de Maria Farinha. Pra ver a adrenalina subir, a opção é a anaconda, um toboágua de 15 metros com uma pista de bóias fechada, em formato de serpente. Na linha de fortes emoções, tem o free fall – uma descida em queda livre. Para quem só quer saber de relaxar, pode entrar na corredeira de bóias com 210 metros de comprimento.
Os adeptos do turismo ecológico podem visitar o Centro de Preservação do Peixe-Boi. É a oportunidade de conhecer de perto o projeto desenvolvido, com o apoio do Ibama, onde técnicos qualificados acompanham os visitantes até o tanque de dez metros de diâmetro e quatro de profundidade, onde estão filhotes e um adulto da espécie. Tem até uma lojinha de souvenirs, que vende os peixes-bois artesanais e as camisetas. Os recursos obtidos com as vendas são revertidos para o aprimoramento do Centro.
Ainda seguindo a linha do turismo ecológico, vale a pena conhecer os manguezais de Itamaracá. O ponto de partida pode ser o Centro do Peixe-boi. Depois segue-se pela Igrejinha de São Paulo, do século passado, com o caminho repleto de bromélias, borboletas, coqueirais e árvores frutíferas. De repente, surge o Rio Paripe. Próximo de sua nascente, temos um riachinho, delicioso para molhar os pés.
Começa a subida. Do lado esquerdo, um manguezal de grande riqueza biológica, com seus três tipos de vegetação. Do mesmo lado. Já mais distante, a visão da Mata Atlântica. Saguins e outros animais silvestres observam atentos a
caminhada, fazem misuras, parecem querer participar da aventura. A trilha prossegue até chegar a outro manguezal.
Seguindo o caminho das águas, é hora de pisar em terra quase firme. E acompanhados por peixinhos, vamos observar a vegetação. Milhões de sementes de mangue imitam pequenos galhos partidos e enterrados na lama. Por toda a parte passeiam aratus e caranguejos. A lama é limpíssima, poluição “zero”.
Saindo do manguezal, começa a subida em direção à Vila Velha, antiga sede da capitania de Itamaracá. No percurso, o deslumbramento das paisagens oferecidas por inúmeros mirantes: são praias, encontro de mar e rios, Coroa do Avião, Forte Orange, manguezais e trechos de Mata Atlântica.
As ruínas da pequena Igreja do Rosário dos Pretos, ligada a um pequeno cemitério abandonado, marcam a chegada à Vila Velha. Paz e saudosismo são os primeiros sentimentos despertados. Mais adiante, a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, o pequeno casario e restaurantes populares recepcionam o visitante.
Ainda para quem curte o turismo ecológico e rural a pedida é participar de um passeio pedagógico na Fazenda Zumbi Safari, em Nova Cruz, uma mistura de parque ecológico, sítio arqueológico e clube de campo. O roteiro do passeio, feito numa Toyota, é inesquecível: café da manhã regional servido na casa de farinha, com tapioca, manué, beju e sucos regionais, banho de bica, ruínas de antigo sobrado e da senzala, curral de búfalos, almoço no deck da piscina e mirante natural. A fazenda também dispõe de uma área para acampamento, bar, campos de vôlei e futebol.
Fernando de Noronha
Considerado um santuário ecológico, o arquipélago de Fernando de Noronha localiza-se a 500 quilômetros da costa do Recife, e é constituído por 21 ilhas e ilhotas, que abrigam diversas espécies animais e vegetais, algumas em processo de extinção. O parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, criado em 1988, tem a função de proteger esse pequeno mundo, preservando a flora, fauna e os demais recursos naturais. Além de proporcionar aos visitantes oportunidade de lazer, e conscientizá-los da importância ambiental. O arquipélago de Fernando de Noronha assemelha-se a um paraíso na terra e é um dos grandes destaques do turismo internacional. Diariamente centenas de pessoas aportam no local, onde a visitação é rigorosamente controlada em detrimento da preservação do ambiente.
Flávio Costa
De todos os pontos da Ilha de Fernando de Noronha, o turista pode contemplar o Morro do Pico, com 323 metros de altitude, cujo acesso, proibido aos visitantes, é feito por degraus encravados na rocha. As praias do Boldró, do Cachorro, da Atalaia e do Sancho são quatro grandes atrações noronhenses. Mas o centro das atenções é a Baía dos Golfinhos, o maior aquário natural do mundo, onde golfinhos rotadores se acasalam e amamentam seus filhotes. Outras atrações são a praia do Leão, reduto ecológico de proteção às tartarugas marinhas, e a Pedra da Viuvinha, local de descanso de aves de diversas
espécies, além de ruínas de velhas fortalezas, testemunhas de quatro séculos de história.
A produção artística em Pernambuco
A terra que gerou João Câmara, Francisco Brennand, Lula Cardoso Ayres, Abelardo da Hora, Mestre Vitalino continua despertando novos talentos. Em Pernambuco, arte é sinônimo de vida. E essa tradição de artistas plásticos, escultores, “designers”, artesãos vem passando de geração a geração, ao longo da história da arte pernambucana. Nos museus, galerias, oficinas, ateliês, nas esquinas, nas ruas, feiras livres, o visitante encanta-se com a multiplicidade de estilos. Pode-se adquirir uma tela de um dos maiores artistas brasileiros contemporâneos, descobrir um talento anônimo em um dos centros de arte ou simplesmente levar para casa uma peça exótica. Opção é o que não vai faltar.
Olinda é um caso particular no mundo das artes pernambucanas. Tem a maior concentração de artistas e artesãos do Brasil. A cidade respira arte de uma forma absolutamente espontânea. É comum, numa caminhada pelas ruas e ladeiras estreitas, que o visitante se depare com artistas produzindo sua peças ao ar livre, inspirados pela paisagem e misticismo do lugar. A s técnicas vão desde pinturas, esculturas, estamparias, batiques, xilogravuras, máscaras e bonecos gigantes.
No Recife o Museu/Oficina de Francisco Brennand, localizado num antigo engenho de açúcar, é o ingresso num cenário de exotismo, beleza e mistério, onde são expostas duas mil peças do artista – fruto de sua inventividade e apurada técnica. A Galeria Metropolitana de Arte Aloísio Magalhães, instalada num casarão às margens do rio capibaribe, reúne importante acervo de Abelardo da Hora, João Câmara, Cícero Dias, Welington Virgolino e tantos outros. Divulgação
Mas é sobretudo no artesanato que a criatividade e a sensibilidade do povo pernambucano mostram-se inteiras. Nesse trabalho são utilizados os mais inusitados materiais para confecção das peças: barro, ferro, madeira, palha, chifre, osso, pedra, corda, couro e vidro. Tudo isso se transforma em funilaria, tapetes, talhas, rendas e esculturas monumentais.
Caruaru – considerada pela Unesco “O Maior Centro de Arte Figurativa das Américas” – é uma verdadeira escola de “mestres de barro”, seguidores da figura de Vitalino. Lá, o visitante não pode deixar de conhecer o Alto do Moura, a feira e vários museus.
Em Tracunhaém, o destaque fica para as cerâmicas lúdica e religiosa – das mais importantes do Brasil. Já no município de Goiana, famosas são as imagens de cerâmica de santos sanfoneiros e anjos cangaceiros. Águas Belas se caracteriza pela variedade do artesanato indígena.
Divulgação
Eventos que são uma festa
Pernambuco, além de ter uma excelente rede hoteleira reconhecida internacionalmente, tem doze meses de praias ensolaradas, e um povo hospitaleiro. Como se nada disso bastasse, o estado oferece um intenso calendário turístico, com diversas promoções para divertir seu povo e seus visitantes.
Em janeiro, a chegada do Novo Ano é comemorada na praia de Boa Viagem, com queima de fogos e apresentação de orquestras de frevo. Desde esta época já começam a soar os primeiros acordes da mistura de ritmos do carnaval, com as prévias de rua e de clubes. Também em janeiro acontecem as festas religiosas, como a dos Santos Reis, em Carpina e de Bom Jesus dos Passos, em Itamaracá.
Hans Karl Manteuffel
O Carnaval é uma das maiores manifestações folclóricas do Estado, porque Pernambuco tem todos os carnavais do Brasil. Em fevereiro, a festa tem o colorido dos maracatus, a irreverência dos foliões nas ruas, o lirismo dos blocos, a energia dos trios elétricos, a cadência das escolas de samba e o contagiante ritmo mangue beat e o lirismo dos blocos. Os blocos, aliás são um capítulo à parte. Tem o desfile das Virgens do Bairro Novo, em Olinda - marmanjos revelam sua porção feminina com irreverência e muito bom humor, todos vestidos de mulher, requisito básico para participar do bloco. Em Recife, o Galo da Madrugada, reconhecido pelo Guiness book como o maior clube de máscaras do planeta, é a celebração do reinado de Momo, reunindo um milhão e meio de foliões. Também tem folia nas praias e no interior. Vale a pena dar uma esticadinha até Bezerros para conhecer os papangus - são centenas de pessoas mascaradas e fantasiadas que brincam no Domingo de carnaval sem serem reconhecidas.
O destaque da Semana Santa é o Projeto Pernambuco das Paixões – um roteiro de eventos religiosos reunindo as mais diversas manifestações durante os meses de março e abril. Em todo lugar é intensa a participação popular nas dezenas de rituais que acontecem no período da Quaresma. E graças a proximidade das cidades onde ocorrem os eventos, é fácil, por exemplo, sair de uma procissão em Olinda e ir ao espetáculo da Paixão do Recife ou ao município de Brejo da Madre de Deus, para conhecer o maior teatro ao ar livre do mundo e reviver os últimos dias de Jesus Cristo. O espetáculo retrata, com especial fidelidade, o nascimento, morte, e ressurreição de Jesus Cristo. Trata-se de uma encenação grandiosa, com efeitos especiais de luz e som capazes de emocionar platéias ecléticas, em matéria de crença e religiosidade. Hans Karl Manteuffel
Durante o mês de junho só se ouve, pelos quatro cantos do Estado, o som de sanfonas, triângulos e zabumbas. São as festas juninas que tomam conta de Pernambuco, com muito forró. Mas também xote, xaxado, baião, quadrilhas e outras danças matutas. Deliciosas comidas de milho são servidas em todo o Estado e gigantescas fogueiras queimam em louvor a Santo Antônio, São Pedro e São João. Só o município de Caruaru tem 40 dias de forró sem interrupção, envolvendo não só o povo da terra, como também turistas de todo o Brasil, que “arrastam o pé” nos mais de cem palhoções espalhados pela cidade.
Uma das grandes atrações do São João é o trem do forró, um comboio ferroviário que parte do Recife com destino a Caruaru. Durante o percurso de 130 quilômetros que separam as duas cidades, a animação é geral. Quando chega à estação de Caruaru, o trem é recebido por um grande número de pessoas, e ainda bacamarteiros, quadrilhas, bandas de pífanos, entre outros grupos de danças populares.
A Missa do vaqueiro ocorre em julho, no município de Serrita. Celebrada ao ar livre, sob o sol intenso do Sertão, é uma homenagem ao vaqueiro Raimundo Jacó, assinado no interior da Caatinga pernambucana, em 8 de julho de 1954. Há 23 anos a celebração perto do local onde o vaqueiro foi encontrado morto. A missa difere das convencionais pela linguagem sertaneja dada à mensagem bíblica, inclusive na comunhão, que em lugar de hóstias e vinho, usa-se pedaços de rapadura, farinha de mandioca e carne de sol.
Flávio Costa
Julho também tem Circuito do Frio. O inverno em Pernambuco pega fogo no Sertão e no Agreste. A secretaria de Turismo lançou, um novo produto para esquentar a baixa temperatura das cidades serranas de Garanhus (235 km da capital), Triunfo (449 Km do Recife) e Gravatá (93 km) e Taquaritinga do Norte, que chegam a registrar temperaturas de 10 graus nessa época do ano. É um roteiro com atrações culturais, artísticas e esportivas para incrementar a estação fria. “A idéia do Circuito do Frio faz parte do projeto de Interiorização do Turismo desenvolvido pelo Governo Jarbas Vasconcelos.
A abertura do Verão acontece em Pernambuco no início de Setembro. A chegada da estação mais alegre do ano é anunciada na praia de Boa Viagem, com shows musicais de artistas de repercussão nacional e exibições esportivas.
Em outubro tem carnaval fora de época no Recife- é o Recifolia, que movimenta quase uma semana de eventos na praia de Boa Viagem, onde trios elétricos de Pernambuco e da Bahia animam uma grande multidão com axé-music, timbalada, afoxê, samba, pagode, e, é claro, muito frevo.
As festas de fim-de-ano em Pernambuco têm tudo o que o que se passa nos outros estados e muito mais. O Recife ilumina suas ruas e rios. São montes de árvores de Natal, com centenas de lâmpadas. Os shoppings decoram-se com motivos natalinos; presépios são colocados em toda a Região Metropolitana e os monges dos mosteiros de Olinda entoam cantos gregorianos em homenagem ao nascimento de Jesus.
Além do convencional, a tradição pernambucana manda que os pastoris se apresentem durante o mês de dezembro. Trata-se da representação da adoração do Menino Deus pelas pastoras de Belém, onde divididas em dois cordões – o azul e o encarnado, as garotas disputam qual o grupo mais bonito e que melhor se apresenta.
Não só Jesus cristo é festejado no mês de dezembro, em Pernambuco. Iemanjá (a rainha do mar, de acordo com a Umbanda) é homenageada duas vezes. Pelo sincretismo com Nossa Senhora da Conceição , festejada no dia 08 de dezembro, Iemanjá é festejada pelos adeptos com oferendas – flores e presentes- lançadas ao mar, em qualquer praia do litoral, especialmente nas de Rio Doce (Olinda) e Piedade (Jaboatão dos Guararapes).

 

 

 

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